Filipinas proíbe cassinos virtuais e jogos online por suspeita de ilegalidade e fraude

O presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., anunciou na última sexta-feira (19 de julho) o fechamento da indústria de jogos online para acabar com a criminalidade associada a essas empresas, que geram centenas de milhões de dólares em lucros e são direcionadas a estrangeiros, principalmente chineses.

Em seu discurso sobre o estado da nação, Marcos disse que a empresa reguladora de jogos filipina (PAGCOR) tem até o final do ano para encerrar as operações dessas companhias, que oferecem serviços de jogos e apostas apenas para pessoas fora das Filipinas.

Marcos denunciou essas empresas que, “sob a aparência de legitimidade”, violam as leis filipinas com atividades ilegais, como “fraude financeira, lavagem de dinheiro, prostituição, tráfico de pessoas, sequestro, tortura brutal e até assassinato”. “O grave abuso e desrespeito ao nosso sistema de leis deve parar”, enfatizou.

Esses cassinos virtuais administram sites onde se pode jogar roleta, pôquer ou caça-níqueis em versão digital e foram legalizados nas Filipinas em 2016, durante a presidência de Rodrigo Duterte.

Estima-se que cerca de 41.800 pessoas, das quais 18% eram chinesas, trabalham em mais de cinquenta empresas de jogos digitais que, em 2019, contribuíram com aproximadamente 1,78 bilhões de dólares (ou 1,63 bilhões de euros) para a economia filipina.

No entanto, esses cassinos virtuais também estão ligados a atividades criminosas, como lavagem de dinheiro e prostituição. As autoridades da China, onde o jogo é proibido, denunciaram que cidadãos chineses são empregados nessas empresas em condições de “escravidão moderna”.

Durante seu mandato, Duterte (2016-2022) se recusou a fechar esses negócios, alegando o benefício econômico que eles traziam para o país.

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